ISSN 2446-8843 RESISTIR / A Trigger e a Resistência / Botons da Cultura / As clássicas Tarrafadas: Tá na Rede! Rasgou a Rede! / Afinal... O que é resistência?! por Lizzi Barbosa / Ponto de Cultura Flor da Areia / Praia Livre / Altruísmo por Raquel Guedes / Léo Monassa lança seu primeiro disco em POA / O imaginário Popular Litorâneo de Leda Saraiva Soares / Escritos da Vó Menilde / É praia sem Lei mesmo?! / Pedro Gonçalves foi o patrono da XX Feira do Livro do Balneário PInhal / Banda Marcial do Pinhal é a Grande Campeã / Projeto Bichos da Praia



SECRETARIA DE OBRAS TRABALHA NA NOVA ILUMINAÇÃO
Sob o comando do Secretário de Obras Carlos Bueno, o pessoal da Secretaria de Obras está trabalhando direto nas instalações da nova iluminação do calçadão Kanitã. Já preparando a nossa praia para o verão, um dos pontos turísticos mais acessados de nossa praia é o calçadão Kanitã que com a nova iluminação terá um atrativo a mais, podendo ser utilizado com muita mais qualidade e segurança também à noite. Melhorias para a nossa Cidreira!

Lá pela Europa, no início do século XX, os médicos concordaram que a exposição aos ares marítimos, bem como os banhos nas águas salgadas do mar, faziam muito bem para a saúde. Esta tendência de pronto cruzou o atlântico e ganhou adeptos dos médicos das terras rio-grandenses. Desde a capital até a fronteira, os médicos passaram a receitar para que seus pacientes viessem para a beira da praia, a fim de se submeterem à tratamentos para as vias aéreas, asma, bronquite e coqueluche e também para as artrites, bursites e outras tantas infecções e dores nas juntas. Assim os enfermos, inclusive de pneumonia, cruzavam as estradas e enfrentavam as imensas dunas para vir aqui na nossa praia da Cidreira, cumprirem o tratamento e melhorar de saúde.
Foram muitas as pessoas que vieram na busca de melhorias para a saúde. E por estarem debilitados é claro que vinham sob o cuidado dos familiares. Assim os hotéis foram crescendo para acomodar, cada vez mais gente. Os banhos aconteciam sempre, às 5h da manhã e às 17h da tarde, quando as propriedades salso iódicas do nosso mar estavam mais atuantes. No princípio, os banhos de mar eram apenas medicinais, mas com o passar do tempo, os banhos foram ganhando características de lazer e as pessoas voltavam todos os anos para fortalecer a saúde e para se divertir na beira da praia, iniciando assim os veraneios no Estado do Rio Grande do Sul, como é até hoje.
As pessoas enfermas faziam promessas para se curar, da asma, da coqueluche, da bronquite, das artrites, das bursites e demais doenças. E os banhos na Praia da Cidreira foram dando bons resultados, então elas começaram a ficar curadas de seus males. E de pronto, muito devotas, queriam pagar suas promessas, mas não havia em nossa Cidreira um lugar adequado. Foi então que um grupo de veranistas resolveu erguer uma capela para poderem pagar as suas promessas de boa saúde.
A singela capela de madeira foi inaugurada com uma grande festa comunitária no dia 12 de fevereiro de 1924 e passou a se chamar “Capella da Cidreira”. Por ter sido construída para que as pessoas pudessem pagar suas promessas, acendendo velas, ex-votos, fitas e toda a forma de manifestação de fé em agradecimento a melhoria de saúde, a capela de Cidreira foi consagrada à Nossa Senhora da Saúde.
E foi por tudo isso que a Nossa Senhora da Saúde é a Padroeira de Cidreira.  



DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM CIDREIRA.
Um dia que deveria ser dedicado para que as nossas comunidades destacassem as pessoas negras que de uma forma ou outra servem, ou serviram de referência, por seus posicionamentos e atitudes em favor das liberdades, da democracia e da construção de um mundo melhor para tod@s. Em Cidreira temos muitas pessoas negras que muito bem poderiam estar sendo destacadas. Poderíamos mostrar a história, os feitos e posicionamentos que fizeram com que pessoas negras de nossa cidade, sejam lembradas como referência para as comunidades de Cidreira. Porém ainda estamos desorganizados. Não temos um movimento negro forte, definido, com ações propositivas em favor e na defesa das comunidades negras de Cidreira. E é exatamente por isso, mas não só por isso, que nas celebrações do Dia da Consciência Negra de Cidreira está sobrando Will Smith e Obama, e tá faltando Mestre Julinho e Dona Noca. Nosso referencial de pessoas negras importantes está longe de nós, pois não conseguimos ver importância na nossa gente. Muito por ignorância de nossa própria história, mas muito também por racismo mesmo.
Erguemos um painel e destacamos Ray Charles, mas nos esquecemos de destacar o Maestro Igídio.  Adoramos Michel Jackson e nos esquecemos de falar do Mestre Tobias: O Maestro da Areia. A ignorância nos pesa. Sabemos pouco de nós mesmos. Alguém sabe se mora em Cidreira alguma descendente direta da Rainha Ginga?! Alguém está ensinando para a nossa gurizada que entre as famílias que formaram a nossa Cidreira, temos famílias negras de longa tradição de resistência no litoral, como: os Benfica, os Oliveira e os Barbosa. Destacamos  os globais Lázaro Ramos e Thais Araújo e insistimos em esquecer os Maçambiques do Morro Alto e dos Quicumbís de Tavares, duas ilhas de cultura negra, com mais de 300 anos de luta no nosso litoral. E ignoramos totalmente a história da Vila da Fumaça e da Vila da Viola, duas vilas africanas de Cidreira. Tá faltando consciência no dia da consciência negra de Cidreira, mas acima de tudo tá faltando conhecimento. Chegamos ao ponto de destacar no centro do painel o nome de “Pixinguinha” e colamos a foto do “Cartola”. Um erro clássico de quem não conhece o terreno que está pisando. Um dia tudo isso vai melhorar. Vamos valorizar e destacar a nossa gente e aprender que cultura se constrói com identidade, que cultura se faz com muito estudo e competência. Que a cultura do povo,  a ancestralidade, as crenças a fé e a história é o alicerce que vai construir uma Cidreira melhor para tod@s.



O projeto Bichos da Praia é uma iniciativa da Casa da Cultura do Litoral que tem por objetivo fazer conhecer a imensa variedade da fauna que habita e visita a nossa praia da Cidreira, por mar, pelas areias e pelo ar. São variados animais que vem pelo mar e durante as estações frias nos visitam enriquecendo a nossa beira de praia. São variadas as espécies de pássaros que vivem em nossa praia e que nos visitam em suas migrações para o sul e para o norte conforme as estações. E igualmente são muitos os tipos de animais que habitam as nossas beiras de praias, nossos cômoros e nossas lagoas. Toda esta diversidade tem que ser conhecida, para podermos tratar de cuidar e preservar essa riqueza maravilhosa que pertence a cada um e a todos os habitantes da região praieira gaúcha. Vamos conhecer os bichos da praia?!


A nossa Cidreira está recebendo músicos, arranjadores, instrumentistas e maestros de várias cidades do Estado para a realização do XXI Festival Estadual de Bandas e Fanfarras. Um movimento espetacular em nossa cidade. Uma gurizada ligada a área da música, dos fazeres culturais. Um evento para lá de especial aqui na nossa praia. Um evento que inspira a nossa juventude a olhar para o lado da cultura, da música, esquecendo a violência e as armas.


A NOSSA GURIZADA DA PRAIA NO PALCO DA X TAFONINHA DA CANÇÃO DE OSÓRIO
Oração das Sete Ondas é uma composição de Ivan Therra, Jociel Lima e Emanuel Santos que canta a devoção do povo praieiro gaúcho no dia da Festa de Iemanjá. No Palco da X Tafoninha da Canção de Osório - RS, a música tem a interpretação de Lizzi Barbosa, com Jas Vasconcelos no tambor de treme terra e vocal, as gurias: Amanda de Maré e Marina Marcelino nas massacaias e volcal. Grégory Carruccio e Brayam Di Carvalho nos tambores praieiros. Daniel Maíba no Atabaque e vocal, Ivan Therra no violão e vocal. Éverton Petuel no baixo e Badá do Túnel na bateria!



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O BOIZINHO DA PRAIA É DESTACADO COMO UM DOS MELHORES PROJETOS DE ARTE E EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RS
O Projeto Boizinho da Praia resgata um auto folclórico que havia caído em desuso há mais de 50 anos e através da pesquisa do cientista social Ivan Therra e com o projeto pedagógico de Lizzi Barbosa o Boizinho ganha os espaços públicos da praia da Cidreira espalahando temas, ritmos cores e alegrias originais da região praieira gaúcha

ORAÇÃO DAS SETE ONDAS
A música Oração das Sete Ondas (Ivan Therra, Jociel Lima, Emanuel Santos) canta o cotidiano do povo da beira das praias gaúchas que na Festa de Iemanjá deitam sua fé em oferendas e carinhos para a Grande Mãe. No Palco da Tafoninha a gurizada do Projeto Boizinho da Praia.
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Para os que abrem diálogos com as culturas, os fazeres e os saberes das pessoas, os encontros são sempre vibrantes e repletos de descobertas, sorrisos e novas construções. Este foi o caso acontecido quando encontramos o amigo Helvio Tamoio, oriundo do doce das canas das plantações paulistanas, que veio lançar o seu filme na biblioteca pública de Osório e trocar uma ideia com as gentes do curso de extensão universitária "O Golpe de 2016" promovido pela Ufrgs - Litoral Norte e IFsul - Instituto Federal de Osório. Foi neste ambiente que encontramos o cientista social, pesquisador, ativista e escritor Helvio Tamoio que foi fazer uma visita à Casa da Cultura do Litoral na Praia da Cidreira - RS. Entre os sabores e temperos da gastronomia praieira, um bom café e um ché de mate bem doce, fomos nos descobrindo levantadores de bandeiras comuns e do movimento colorido foi se desenhando o mapa da rede de possibilidades culturais do sul, que se une ao pensamento construido nas andanças de Helvio Tamoio por Santa Catarina, São Paulo, Bahia e pelo nosso Brasil inteiro, reunindo todos os sotaques para uma conversa de todas as nossas gentes. Um momento de felicidade para a nossa gente da praia.


FLAGRANTE DE CRIME AMBIENTAL
Atendendo a uma denúncia a equipe da Secretaria do Meio Ambiente fez o flagrante de uma máquina e um caminhão retirando areia das dunas em uma área de APP - Área de Preservação Permanente. Esta ação configura Crime Ambiental e por isso foi lavrado o auto de infração e decorrente multa pelo mau feito. A surpresa ficou por conta da descoberta que a empresa que estava cometendo o crime ambiental é uma terceirizada que está à serviço da CORSAN em nossa praia. Muito estranho ver a nossa Corsan envolvida neste caso de agressão ao ambiente natural. Depois de autuada a empresa retirou o maquinário da APP. Foto: Prefeitura Cidreira.
 

E lá se foi o maior folclorista gaúcho de todos os tempos. O pesquisador das culturas populares que criou o 35 CTG, o pioneiro. O escritor que morou muito tempo em Cidreira onde escreveu uma infinidade de livros sobre a história e a cultura do povo gaúcho. O Paixão Côrtes escreveu aqui da nossa praia da Cidreira sobre a importância de ser litoral e sobre outros tantos fatores da nossa cultura gaúcha. E lá se foi o pesquisador... o estudioso... o folclorista... o gaúcho... o praieiro... o cidreirense Paixão Côrtes. Valeu Mestre Paixão por tudo que fizeste pela nossa praia e pelo Rio Grande do Sul.
 

   

Não sei se amanhã a chuva vai embora, mas mesmo em meio ao mau tempo há uma beleza natural que nos faz esquecer as intempéries da vida e nos mostra que ela a vida ainda é o que temos de melhor. O amigão aí chegou as areias cidreirenses antes das chuvas, parece que gostou e ficou. Sei que a qualquer hora ele vai embora e ficará uma saudade. Só posso desejar que se partir, volte quando quiser esse meu amigo do mar. @Wilson Menezes Freitas
   

PROJETO BOIZINHO DA PRAIA INCLUINDO A GURIZADA COM FOLCLORE A CULTURA PRAIEIRA
A nossa gurizada da praia está participando do projeto Boizinho da Praia que está regatando um auto folclórico original da região praieira gaúcha. A pesquisa é do cientista social e Mestre das Culturas populares Ivan Therra que vem registrando e divulgando aspectos singulares e importantes das culturas da gente da beira. Nossa gurizada aprende as cantorias, os tambores, as batidas, os ritmos e toda a beleza do folclore praieiro gaúcho. Os encontros acontecem todos os sábados, a partir das 10h, no Ponto de Cultura Flor da Areia, na Praça em frente ao 24H. É só chegar!

   

Por solicitação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, especialistas da PATRAM vieram à beira da nossa praia para resgatar um lobo marinho que apareceu com machucaduras profundas. Pelo jeito das feridas, provavelmente foram feitas por redes de arrasto dos pesqueiros que estavam há pelo menos dois dias muito perto da praia. O lobo marinho foi resgatado e levado ao Ceclimar para que possa ser tratado e se recuperar. É bem comum que apareçam muitos animais feridos ou mortos sempre que os pesqueiros são avistados no horizonte.
 

 

Mais uma tartaruga foi encontrada morta na nossa praia. E mais uma vez o fato acontece passados dois dias do avistamento dos barcos pesqueiros próximos a beira. É assustador o número de animais marinhos que aparecem mortos na beira depois que são avistados os pesqueiros. A indústria pesqueira e a academia dão o nome de "pesca acidental" naturalizando o massacre dos animais marinhos. Um absurdo que vai matando os animais sem que haja qualquer reação por parte das instituições respondsáveis pela preservação do ambiente natural. Nós continuaremos denunciando.